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ESP ABRE II CONGRESSO PARAIBANO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE

Hoje (19), demos ínicio ao II Congresso de Atenção Primária à Saúde, promovido pela Escola de Saúde Pública da Paraíba, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, Gerência Executiva de Atenção à Saúde e Projeto de Aprimoramento do Modelo de Atenção na Rede de Saúde (Projeto AMAR) com o tema tecendo caminhos para o fortalecimento do SUS e o cuidado integrado, foi uma manhã de recepção, integração, credenciamento e acolhimento.
O auditório central foi palco de um dos principais minicursos do dia: “Compreendendo o Autismo e a Utilização de Ferramentas para Identificação na Atenção Primária à Saúde”. O curso teve a duração de 8 horas, dividido entre a manhã e a tarde, com dois blocos de atividades (08h30 – 12h30 e 13h30 – 17h30). Esse minicurso foi projetado para capacitar os profissionais de saúde a considerar e lidar com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) no contexto da APS, um passo importante para a inclusão e o cuidado das pessoas
O curso contou com a expertise de facilitadores renomados na área, incluindo Matheus Spricido, Médico de Família e Comunidade e Diretor-geral da Escola de Saúde Pública da Paraíba que falou sobre a importância de abordar um tema tão relevante “A Atenção Primária à saúde, é a porta de entrada para o nosso sistema, então é ali que se drenam todas as angústias, as dores, as dificuldades, os anseios, as perguntas, as dúvidas que a nossa população tem. É ali que chega. Então é de extrema relevância que a APS domine de alguma forma algumas ferramentas de identificação do autismo, de suspeita precoce da criança autista, que inclusive com um ano e quatro meses ela já pode ter uma suspeita forte e o seu encaminhamento feito. Também temos que lembrar que a APS é responsável pelo encaminhamento, porém aquele paciente sempre estará ali, sempre será paciente daquela equipe. Por isso que é importante essa conscientização do que é o autismo, a história, as possíveis causas, ferramentas de identificação precoce, de suspeita precoce, conhecimento da rede paraibana, os centros de reabilitações para que os profissionais que estão presentes na base, profissionais da ponta da APS, consigam minimamente entender e ter a segurança de identificar para onde encaminhar esse paciente, como lidar com a família, como lidar com essas questões que tocam não só a família, mas a sociedade como um todo.”Explicou.
Durante todo o dia foram ofertados vários minicursos, com diversos temas importantes. As Práticas Integrativas e Complementares, diálogos e capacitação em prol do fortalecimento do SUS também fizeram parte do primeiro dia do II CPAPS.
Amanhã seguiremos com a mesa de abertura oficial,a palestra magna e muito mais debates e apresentações de trabalhos acadêmicos sobre a APS.